Sala iluminada, filme iniciado: Meu Amigo Hindu abre a retrospectiva de Hector Babenco em São Paulo, sendo a peça final e corajosa de sua obra.

Uma grande retrospectiva na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, celebra os 80 anos que Hector Babenco completaria em 2026. O evento, que vai até 13 de fevereiro, exibe cópias restauradas de seus 11 longas, mas reserva um lugar especial para seu testamento cinematográfico: “Meu Amigo Hindu”.

O filme, que abre a mostra no dia 30 de janeiro, foi a última declaração artística do diretor. Babenco o realizou enquanto enfrentava um novo câncer, uma batalha que culminaria em sua morte. Mais do que um trabalho sobre a finitude, o longa é um ato de coragem e resistência criativa, filmado com a urgência de quem transforma a própria fragilidade em arte.

A curadoria da mostra, feita por sua filha Myra Babenco, destaca esse legado: “Meu pai foi pioneiro ao revelar no cinema questões que persistem”, disse ela, hoje guardiã de sua obra. A programação se expande com debates e um catálogo com textos de admiradores como Walter Salles e Drauzio Varella.

A exibição de “Meu Amigo Hindu” não é apenas uma sessão de cinema. É a celebração do último ato de um gigante, que até o fim usou a câmera para encarar a vida, a amizade e a morte com uma honestidade rara. Uma última lição de coragem para quem assiste.

Retrospectiva Hector Babenco

  • Data: 30 de janeiro a 13 de fevereiro de 2026
  • Local: Cinemateca Brasileira (São Paulo)
  • Entrada: Gratuita
  • Filme de Abertura (30/01, 20h): Meu Amigo Hindu
  • Sessão Extra (08/02, 14h30): Meu Amigo Hindu

A obra completa de Babenco estará em cartaz, mas é neste filme final que seu espírito indomável brilha com mais força.

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